Na corrida contra o tempo para definir o futuro de seu presidente, Julio Casares, o São Paulo se posiciona firmemente contra uma recente ordem judicial que modifica as regras para a votação de seu possível impeachment. A disputa, que se estende aos corredores da Justiça, tomou um novo capítulo com a tentativa do clube de reverter a decisão que permite uma sessão híbrida de votação nesta sexta-feira.
A controvérsia começou quando a 3ª Vara Cível do Butantã emitiu, na segunda-feira, uma liminar que facilita os processos de votação para a destituição de Casares, permitindo que os conselheiros participem e votem tanto presencialmente, no estádio do Morumbi, quanto virtualmente. A decisão também ajustou o número de votos necessários para o impeachment, fixando-o em 171, um número menor do que o inicialmente previsto.
Em resposta, o São Paulo rapidamente solicitou à magistrada responsável uma revisão de sua decisão. A direção do clube acredita que a mudança para uma assembleia híbrida e a redução do quórum necessário para destituir Casares poderiam influenciar de forma significativa o resultado da votação.
A assembleia, prevista para ocorrer às 18h30 de sexta-feira, originalmente exigiria a presença física dos conselheiros, conforme estabelecido por Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo. A modificação para um formato híbrido vem após a preocupação de que a participação seria minimizada devido a conselheiros estarem em viagens de férias, segundo alguns membros do conselho.
No total, 254 conselheiros estão habilitados a decidir sobre o destino do presidente do clube na reunião crucial. A ação judicial que levou à liminar foi iniciada por um grupo de conselheiros, incluindo nomes como Caio Forjaz e Daniel Dinis Fonseca, sob a representação da advogada Amanda Nunes.
A magistrada, por sua vez, entende que não há inconsistência entre as regras estipuladas no Estatuto Social do São Paulo, especificando que, apesar da necessidade de um quórum de 75% para a realização da reunião, apenas dois terços dos votos são necessários para o impeachment, configurando os 171 votos agora requeridos.
Este cenário delineia um momento de tensão e expectativa no São Paulo, com a administração do clube lutando não apenas nas arenas esportivas, mas também nos tribunais, buscando manter a liderança de Casares intacta enquanto enfrenta desafios tanto legais quanto administrativos.