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05/01/2026 18:00

Flamengo e a Estratégia por Trás da Saída de Viña para o River Plate

Um ajuste tático e estratégico: Flamengo aposta em Alex Sandro e Ayrton Lucas para reforçar a lateral esquerda

3 min de leitura Por: Tony Carioca

Em uma movimentação estratégica no mercado de transferências, o Flamengo concretizou a cessão temporária de Matías Viña para o River Plate. Esta decisão, reflexo de uma análise criteriosa do elenco rubro-negro, que contava com três atletas disputando vaga na mesma posição, marcou a escolha do clube em priorizar a dupla Alex Sandro e Ayrton Lucas para fortalecer a lateral esquerda.

Viña, que desembarcou no Flamengo em janeiro de 2024 mediante a um investimento de 8 milhões de euros pago à Roma, encontrou dificuldades para se firmar como uma escolha regular na escalação. Em um cenário onde suas oportunidades de jogo foram limitadas, a mudança para um clube onde pudesse ter maior continuidade se mostrou uma alternativa atraente para o atleta, especialmente com a Copa do Mundo se aproximando e a necessidade de visibilidade em campo.

Ao analisar as peças disponíveis, a comissão técnica, liderada por Filipe Luís, identificou em Alex Sandro não apenas um jogador de calibre internacional, mas também uma liderança consolidada dentro do grupo, ascendendo rapidamente ao posto de um dos capitães da equipe. Sua importância se tornou ainda mais evidente após a chegada sob circunstâncias desafiadoras, assumindo a posição que era projetada para Viña antes de um revés físico significativo o afastar dos gramados.

Paralelamente, Ayrton Lucas, apesar de enfrentar altos e baixos e receber certa dose de críticas da torcida, conquistou a confiança e admiração de Filipe Luís. A dinâmica entre os dois, que remonta aos últimos anos da carreira do agora treinador, aponta para uma gestão de elenco que valoriza a versatilidade e a capacidade de adaptação, fundamentais para o esquema tático pretendido pelo Flamengo.

No âmbito financeiro, o acordo firmado com o River Plate representa um passo calculado pelo Flamengo, trazendo ao clube 500 mil dólares pelo empréstimo, além de incluir uma cláusula de opção de compra de 5 milhões de dólares, um mecanismo que pode permitir ao clube uma recuperação parcial do investimento inicial, dependendo do desempenho de Viña na Argentina.

Este ajuste no elenco, portanto, não é apenas uma resposta imediata às exigências do campo, mas faz parte de um planejamento mais amplo que leva em consideração o futuro da posição e as possíveis demandas do time. Com o horizonte de 2026 trazendo incertezas quanto à permanência de Alex Sandro, cujo contrato se aproxima do fim, e a possibilidade de reintegração de Viña, dependendo de sua evolução, o Flamengo se posiciona de forma a manter suas opções abertas, garantindo não apenas resultados imediatos, mas também sustentabilidade e competitividade a longo prazo.