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08/01/2026 12:00

Flamengo Conquista Vitória Jurídica em Disputa Milionária com ex-Meio-Campista Rômulo

A equipe jurídica do clube carioca reverte decisão que poderia custar uma pensão de R$ 28 milhões.

3 min de leitura Por: Tony Carioca

O CR Flamengo, em uma recente comunicação aos seus associados, destacou um triunfo significativo de sua equipe jurídica, obtido ainda nos últimos dias de dezembro. Entre as vitórias citadas, uma em especial chamou a atenção pelo alto valor financeiro em jogo: trata-se do litígio com o ex-meio-campista Rômulo, que vestiu a camisa rubro-negra em 38 ocasiões, de 2005 a 2012, e atualmente atua como agente de futebolistas. O processo em questão, que corria pela Justiça Trabalhista, dizia respeito a uma solicitação do atleta por uma pensão estimada em cerca de R$ 28 milhões.

Rômulo, oriundo das divisões de base do Flamengo, fez sua estreia no time principal em 2005. Dois anos depois, sob o comando de Joel Santana, tornou-se peça chave do elenco, colaborando significativamente na campanha do Brasileirão de 2007. Contudo, sua trajetória ascendente sofreu um duro golpe em outubro do mesmo ano, quando, durante uma partida contra o Vasco, lesionou-se gravemente após um escorregão no gramado molhado do Maracanã, resultando em danos ao ligamento cruzado anterior do joelho direito, ao ligamento colateral medial, além de afetar menisco, cartilagem e ossos do fêmur e da tíbia.

Após a lesão, Rômulo retornou aos gramados apenas em agosto de 2008, defendendo o Paraná por empréstimo. Desde então, não conseguiu se reestabelecer como antes no Flamengo, passando por diversos outros clubes até encerrar sua carreira precoce em 2016, com o Brasiliense sendo sua última equipe. Dois anos após pendurar as chuteiras, Rômulo decidiu acionar judicialmente o Flamengo.

O processo judicial revelou que, após sucessivas cirurgias e tentativas de volta aos campos, a condição de Rômulo se agravou, culminando em uma incapacidade total para a prática futebolística. Em 2018, um laudo médico judicial corroborou essa incapacidade, e, no ano seguinte, foi reconhecida a ligação da lesão com as atividades profissionais, tratando-se, portanto, de um acidente de trabalho. Isso levou a uma condenação do Flamengo ao pagamento de R$ 40 mil por danos morais, R$ 10 mil por danos estéticos e uma pensão mensal vitalícia.

No entanto, após recurso do Flamengo, a decisão inicial foi alterada em segunda instância, argumentando-se que Rômulo não estava completamente incapaz de trabalhar, visto que atuou por outros clubes até 2015, e que sua redução de capacidade funcional era de apenas 8%. A desembargadora Glaucia Braga considerou improcedente o pedido de pensão vitalícia por entender que a incapacidade de Rômulo não se estendia a outras funções fora do futebol.

Embora a defesa de Rômulo tenha buscado reverter essa decisão, o TST, em outubro do último ano, manteve o entendimento da segunda instância, condenando o Flamengo ao pagamento de R$ 66.487,35 por danos morais e estéticos, uma quantia significativamente inferior aos R$ 28 milhões inicialmente temidos pelo clube. Esse desfecho é celebrado internamente como uma conquista de sua equipe jurídica, reforçando a capacidade de defesa dos interesses do clube nos tribunais.