Em uma partida que tinha tudo para ser um marco inicial promissor no Campeonato Paulista de 2026, o Palmeiras alcançou sua segunda vitória consecutiva, desta vez enfrentando seu rival Santos, e consolidou sua posição de liderança no torneio. A vitória por 1 a 0 na Arena Crefisa Barueri, contudo, trouxe à tona tanto pontos positivos quanto aspectos que necessitam de ajustes imediatos por parte do esquadrão de Abel Ferreira.
Sob comando de Abel Ferreira, o elenco apresentado contra o Santos sinalizou uma formação mais próxima da equipe principal, em comparação com a que estreou contra a Portuguesa. Houve modificações significativas da defesa ao ataque, indicando uma busca do técnico por solidificar sua estratégia preferencial.
Com Carlos Miguel, Khellven, Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez formando a defesa; Emiliano Martínez, Andreas Pereira e Raphael Veiga no meio-campo; e Allan, Riquelme Fillipi e Flaco López liderando o ataque, o Palmeiras demonstrou a estrutura de um time que mantém as ambições elevadas. Desfalques notáveis incluíram Marlon Freitas, Felipe Anderson e Sosa, além de Vitor Roque, que entrou durante o segundo tempo.
A partida destacou um Palmeiras ainda dependente de suas táticas de 2025, com Emiliano Martínez unindo-se aos defensores para organizar a saída de bola, enquanto Andreas Pereira se posicionava à frente do trio defensivo, fornecendo início às jogadas. A saída precoce de Andreas, porém, devido a uma lesão no ombro, desestabilizou esse esquema, com seu substituto, Larson, enfrentando dificuldades para manter o ritmo desejado.
O gol do triunfo veio de um momento de brilhantismo entre Flaco e Allan, explorando um erro do Santos. No entanto, esse êxito pontual não reflete a totalidade do encontro, que viu o Palmeiras lutar para construir ofensivas consistentes, culminando em um domínio menor na posse de bola e no número de finalizações em relação ao adversário.
As preocupações não param por aí. A lateral direita demonstrou vulnerabilidade, com as atuações de Giay e Khellven deixando a desejar. A possível ausência de Andreas Pereira por lesão acende um alerta no meio-campo, um setor já considerado carente, aumentando a pressão sobre jovens promissores, mas ainda inexperientes, como Luis Pacheco e Larson.
O ataque do Palmeiras, contudo, recebe uma nota positiva. Allan, Flaco e Vitor Roque já provaram ser essenciais para a dinâmica ofensiva do time, restando a questão sobre quem mais surgirá como suporte eficaz nesta jornada.
A vitória, apesar de não ser esmagadora, mantém o Palmeiras no caminho certo. A equipe de Abel Ferreira demonstra capacidade de conquistar resultados mesmo enquanto busca o equilíbrio ideal. Contudo, para atingir os objetivos ambiciosos estabelecidos pela presidente Leila Pereira e evitar repetir os desfechos de 2025, ajustes serão cruciais. O tempo de preparação reduzido deste ano já se mostrou um desafio, e como o Palmeiras responderá a isso nas próximas partidas permanece uma questão em aberto.