A colaboração financeira que prometia fortalecer os laços entre o Sport Club Internacional e a Alfa Bet, principal patrocinadora do clube, está prestes a ser dissolvida antes mesmo de completar seu primeiro ciclo anual. A empresa de apostas, que vinha enfrentando severas dificuldades financeiras, falhou no cumprimento dos pagamentos referentes aos meses de novembro e dezembro, colocando em cheque a continuidade da parceria.
O acordo firmado entre as partes estipulava a transferência anual de R$ 50 milhões ao clube gaúcho, distribuídos em 12 parcelas mensais de aproximadamente R$ 4,16 milhões. Contudo, a realidade mostrou-se diferente do planejado, com a Alfa Bet deixando de honrar seus compromissos financeiros, levando o Internacional a acionar seu departamento jurídico. A questão ganha contornos ainda mais urgentes com o vencimento de uma nova parcela no dia 10 de janeiro.
A situação, inicialmente tratada com compreensão por parte do Colorado, acabou por gerar desconforto diante da recorrência dos atrasos. Diante das justificativas de reestruturação empresarial por parte da Alfa Bet, o Internacional viu-se compelido a notificar a empresa sobre o descumprimento contratual. O debate sobre o término do vínculo, que originalmente se estenderia até o final de 2027, veio à tona.
A crise na parceria já se refletia na esfera visual do clube. Em evento recente, a marca da Alfa Bet não aparecia mais nas camisas e materiais de divulgação, sinalizando uma ruptura iminente. Curiosamente, essa situação também afetou o Grêmio, rival histórico do Internacional, que teve de buscar alternativas para suas últimas partidas no Brasileirão, marcando o fim de uma era de patrocínio compartilhado que durou quase três décadas.
O contrato com a Alfa Bet, iniciado com grande entusiasmo em fevereiro, representava a maior cota de patrocínio já recebida por ambos os clubes gaúchos, correspondendo a mais da metade da renda projetada pelo Internacional com patrocínios para o ano corrente. O clube havia planejado uma arrecadação total de R$ 90 milhões em 2023, com aspirações de alcançar R$ 101,83 milhões até 2026, uma meta que agora enfrenta novos desafios.