No emocionante embate de estreia do Campeonato Gaúcho, o Internacional saiu vitorioso por 2 a 1 contra o Novo Hamburgo no estádio Beira-Rio, destacando-se a atuação do jovem Benjamin Arhin. Aos 19 anos e fazendo sua estreia no time principal, o volante ganês não só impressionou com sua habilidade em campo mas também carrega consigo a nobre aspiração de auxiliar sua comunidade natal em Gana.
Trazido a Porto Alegre em setembro passado inicialmente por empréstimo para reforçar o elenco sub-20, Arhin rapidamente provou seu valor, levando o Internacional a assegurar sua permanência de forma definitiva menos de seis meses após sua chegada.
Benjamin, que agora reside a mais de seis mil quilômetros de sua cidade natal, Weija, na região metropolitana de Grande Acra, iniciou sua jornada no futebol aos oito anos de idade, jogando de maneira informal. Mesmo distante, ele mantém uma conexão profunda com suas raízes. Durante uma visita recente a Gana, ele fez questão de visitar o bairro onde cresceu, contribuindo com a comunidade ao distribuir mantimentos para as famílias locais, muitas delas vivendo em condições de pobreza.
Esse gesto, embora modesto devido às suas atuais limitações financeiras, é reflexo do compromisso de Benjamin em auxiliar aqueles que compartilharam com ele o início de sua trajetória. Nascido em Senya Bereku, região central de Gana, e criado em Weija, ele despontou no futebol pelo Dansoman Wise Football Club, onde suas atuações notáveis na Terceira Divisão ajudaram sua equipe a alcançar a promoção para a Segunda Divisão e lhe renderam o título de melhor jogador do torneio.
Sua trajetória chamou a atenção do departamento de análise do Internacional, que, buscando talentos no mercado africano, viu em Benjamin um jogador de imenso potencial. Observado por Ricardo Sobrinho, gerente de mercado do clube, durante um torneio, Arhin foi contratado inicialmente por empréstimo antes de assinar um contrato definitivo que o vincula ao clube gaúcho até agosto de 2027, com uma cláusula de rescisão estipulada em R$ 16 milhões para clubes nacionais e 30 milhões de euros para transferências internacionais.
Apesar do interesse do Real Betis, da Espanha, foi o futebol brasileiro que capturou a imaginação e o coração de Benjamin, prometendo ser o palco onde ele continuará a desenvolver seu talento, ao mesmo tempo em que nutre o sonho de transformar a realidade daqueles que deixou para trás em Gana.